Testemunho de uma mãe: “Sofri violência obstétrica no meu parto e não sabia!”

Testemunho de uma mãe: “Sofri violência obstétrica no meu parto e não sabia!”

"Já estava com 39 semanas e num sábado à tarde comecei a sentir as famosas contrações espaçadas e não sendo a minha primeira gravidez, já sabia que ainda não era a hora.

Preparei o jantar, ainda limpei a minha casa, subi e desci umas quantas vezes a minha escadaria, deitei as minhas duas filhas, tomei banho e ainda me deitei um pouco. Até que pela 1hora da manhã, já com contrações de 5 em 5 minutos, lá fui eu e o papá para o grande momento que nos esperava.

Ia cheia de espectativas pois a minha obstetra dizia que iria ser fácil, que o segundo parto é muito melhor e para relaxar.

Chegamos ao hospital, fui para as cintas que registavam as ditas cujas e chegou a hora do dito toque. Zero de dilatação e a médica achou que resolveria o assunto com uma injeção para reduzir as contrações e esperar. Fui para o internamento e a como é óbvio as contrações não reduziram, muito pelo contrário.

Lá fomos nós para o quarto preparar tudo. 14 horas de puro sofrimento, não se via um médico. As enfermeiras já cochichavam a dizer que achavam melhor ir para a bola de pilates, outra dizia que era melhor não me levantar.

A epidural pouco efeito fazia, pois as dores eram horríveis. Começou a vir a febre (não sei porque motivo) e aí lá veio o obstetra do novo turno a cantar uma música de Natal, insinuando que era o Pai Natal e que iam nascer bebés. Eu sem dilatação completa.

O obstetra indicou às enfermeiras para me darem medicação para acelerar a dilatação, eu já não conseguia levantar uma perna, nem mexer os pés.  Até que chegou a hora (segundo ele).

Começaram os puxos e a cabeça da minha pequenita já a querer sair. O médico pegou na ventosa e ordenava que puxasse. Nada. A força que fazia era inválida.

Em questão de segundos, já tinha uma enfermeira a puxar a bebé com a ventosa e o médico com o tronco em cima da minha barriga e a carregar para baixo. Gritei. Sei que gritei e pouco mais me lembro pois tudo ficou muito nebulado, sem fazer muito sentido. Tinha muito frio.

Lembro-me de me levarem a correr para o bloco. Cesariana de emergência, algo não estava bem, mas explicavam-me depois. Disse que não queria dormir, queria estar acordada e ver a minha filha a nascer e não me lembro de mais nada. Deram-me anestesia geral.

Quando acordei o obstetra veio ter comigo e disse “a sua bebé está bem, é uma bebé grande não passava nas suas ancas tivemos de a colocar para dentro outra vez, mas está tudo bem”.

Sei que adormeci outra vez.

Enquanto estivemos internadas, questionei as enfermeiras, as médicas e ninguém me sabia justificar o meu parto. O médico nunca mais me foi ver e na minha ficha clínica, apenas diz “cesariana emergente”.

Hoje sei que sofri violência obstétrica. Hoje sei que fui assistida por um médico de nome e super profissional, segundo dizem.

Hoje, após 3 anos, ainda sinto dores!”

Mamã C.

 

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