Feliz dia de Santo António

Feliz dia de Santo António

Nasceu no seio de uma família burguesa numa casa em frente à Sé de Lisboa e foi batizado como Fernando Martins de Bulhões. Tinha ânsia de mais conhecimento, mais vida e mais Deus. Ficou para sempre como o Santo do povo, no mais enfeitado dos altares.


Se perguntarmos em Lisboa quem é o santo padroeiro da cidade talvez a resposta saia consecutivamente errada, especialmente se for por altura dos santos populares.

O Santo António é venerado e amado popularmente numa dedicação que deixa São Vicente, padroeiro de Lisboa, fora da lembrança imediata numa altura do ano em que os pensamentos estão centrados nos arraiais, nas sardinhas e na esperança da reputação casamenteira que ao Santo António se atribui.

Para lá das festas populares que enchem as ruas de milhares de pessoas, fica aqui a vida extraordinária de um homem a quem se refere uma preparação teológica incomum, que não se acomodava à vida tranquila do convento e que apologizou a comunhão com a natureza, o despojamento e os direitos dos mais desprotegidos numa retórica conversora de amplos resultados e de uma amplitude de visão que ainda hoje conferem aos seus escritos uma contemporaneidade inegável.

Quanto à eterna discussão da propriedade geográfica, as respostas dos especialistas são unânimes: nasceu em lisboa, terá morrido a dois quilómetros de Pádua, mas não é de uma nem de outra: é, definitiva e por eleição popular, do mundo inteiro.

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