Como explicamos a morte a uma criança?

Como explicamos a morte a uma criança?

Mas afinal o que é a morte? Como podemos explicar a morte a uma criança, quando “nós” adultos, também não a percebemos? Devemos “dourar a pílula” ou dizer que apenas foi para o céu?

A forma como a criança entende ou não a morte vai variar muito de idade para idade e também mentalidade.

Quando é muito pequena, até aos seus 3 anos de idade, apenas se vai aperceber da ausência e não dá para entrar em detalhes pois não tem mentalidade para perceber nem a história de que “é uma estrelinha no céu”.

Até aos 6 anos de idade a perceção já é diferente e a saudade já é muito imperativa. Dependendo muito da mentalidade da criança, podemos ou não, tentar explicar a “estrelinha no céu”. Vão existir as perguntas, o porquê da ausência. Devemos tentar fazer com que se perceba que deixou de fazer parte do seu quotidiano sem que fique com a noção errada, a noção do abandono.

A partir dos 6 anos de idade, a história muda de figura e é preciso muito diálogo. Existem livros que podemos ler ou dar a ler. Devemos dizer que não é como nas novelas ou filmes ou depois temos aquelas perguntas: “mas ele morreu na outra novela e agora está nesta? Então o avô também está quase a chegar outra vez?”.

Podemos começar por explicar que o nosso corpo funciona através do bater do nosso coração e que ele pode parar e aí sim, conforme a religião “praticada”, explicar que podemos olhar no céu e teremos sempre alguém a olhar por nós (se é que isso é válido).

Não esconda a morte de familiares ou amigos pois irá existir a ausência e nunca, mas nunca, devemos esconder as nossas emoções. Não podemos subestimar uma criança com a desculpa de que ela não entende nada. Ela entende, ela tem emoções e vê-las num adulto, dá-lhe segurança. Responda a todas as perguntas da melhor forma possível.

Não se pode excluir o choro, o desgosto e as explicações porque as crianças também precisam de fazer o seu “luto”.  Na verdade, todos os seres vivos nascem, crescem e morrem. A morte faz parte do ciclo natural do que é a vida e devemos crescer com essa perceção. 

Muito mimo, muito amor e carinho e tudo será mais fácil. Afinal, nós adultos também não precisamos disso tudo para ultrapassar a fase do “luto?

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