Autismo

Autismo

O que é o autismo?

O autismo altera a forma como a criança vê e experiência o mundo, não sendo capaz de interpretar coisas ou sentimentos.

Sons que para nós são normais, para um autista pode incomodar ao ponto de ter que se refugiar e/ou tapar os ouvidos. O sentimento de um sorriso para a criança pode não significar nada, assim como o do choro. A simples palavra alegria pode não ter qualquer significado, pois não a conseguem associar ao seu significado.

O seu cérebro tem dificuldade em realizar um trabalho muito importante, que é, que o mundo à sua volta faça sentido.

Existem dois tipos de autismo: o ligeiro, que afeta apenas a parte da vida quotidiana e o profundo, que torna a criança dependente dos outros.

 

O que causa o autismo?

Ainda nenhum cientista conseguiu descobrir a razão da sua existência.

 O cérebro tem mais de 100 biliões de células nervosas, chamadas neurónios. Cada neurónio pode ter centenas ou milhares de ligações que levam mensagens a outros neurónios ou células nervosas. As ligações e os mensageiros químicos, chamados neurotransmissores, permitem aos neurónios em várias partes do cérebro a trabalharem em conjunto. Por alguma razão, algumas destes neurónios e ligações numa criança com autismo não se desenvolveram corretamente ou ficaram danificadas. Normalmente ligadas á comunicação, emoções e sentidos.

 

Diagnóstico.

Infelizmente, perceber se uma criança é autista é difícil. Já tem idade para falar e não fala, tem comportamentos estranhos perante outras pessoas (adultas ou crianças), isolando-se do que a rodeia.  Pode ser autismo, mas também pode ser qualquer outra coisa.

Muitas vezes, reúne-se uma equipa de especialistas de várias áreas para determinar se a criança é autista. Esta equipa pode ser formada por pediatras, neurologistas pediátricos, especialistas em desenvolvimento infantil e terapia da fala, psicólogos e psiquiatras infantis, etc. Esta equipa vai estudar como a criança brinca, aprende, comunica e se comporta. As informações dadas pelos pais também são estudadas.

Poderão ser feitos também testes, exames e análises para concluir que seja autismo ou qualquer outra doença ou atraso psicomotor.

 

Viver com o autismo

Muitas crianças com autismo ligeiro vão crescer e ser capazes de viverem a sua vida de forma quase autónoma. Mas aqueles com autismos mais profundos vão sempre precisar de ajuda. Como têm mais dificuldade em permanecer quietas e controlar o mau-humor, dependendo de cada personalidade, existem terapias e desportos indicados, que deverão ser sempre discutidos entre os pais e os médicos assistentes.

É importante que tenham o apoio e amor dos pais, irmãos, família, médicos, professores e colegas.

Infelizmente o autismo não tem cura, mas um bom acompanhamento será um bom passo para garantir um futuro feliz, para que mesmo não vendo o mundo tal como ele é,  não deixem de ser, CRIANÇA!!!

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